Direto da Flip

Redação Estadão.edu

05 de agosto de 2010 | 17h18

Antes de chegar em Paraty, quarta, a estrela internacional da Flip deste ano Salman Rushdie aceitou jantar com João Moreira Salles no Bar Lagoa, no Rio e levou consigo, o filho, Milan, de 13 anos. Refeição feita, partiram para a cidade histórica. No caminho, o menino acabou levando um pito carinhoso do pai. Totalmente embasbacado com a paisagem, Salman pediu: “Pare com esse joguinho eletrônico e aprecie o País”.

No quesito romance, não tem para ninguém. Isabel Allende e William Gordon andam arrancando suspiros pelas ruas da cidade. Quando indagado sobre o que pensa da mulher, ele, que também é escritor, não titubeou: “Depois de dois casamentos, encontrei a mulher da minha vida”.

Além de bem amada, a escritora criada no Chile é aventureira. Chegou de jatinho terça-feira e logo embarcou em um saveiro acompanhada da editora Liz Calder. Impressionada com um restaurante em uma ilha da região, soltou: “Isso parece aventura no melhor estilo Robinson Crusoé”.

Grande galã desta edição, o irlandês Colum McCann está totalmente família. Além da mulher, o escritor trouxe os três filhos que se esbaldaram na praia de Copacabana. A mais velha, Isabela, é fanática por futebol e já pediu ao pai para providenciar uma camiseta de algum time brasileiro.

Colum impressionou os editores da Record com uma única exigência: escolheu o bairro de Santa Tereza, considerado perigoso, para se hospedar no Rio.

E quem terá que resistir ao gostinho da tradicional cachaça da região é o badalado Robert Crumb. O quadrinista americano não ingere bebidas alcoólicas.

Apesar de não ser a primeira vez de William Kennedy no Brasil, o moço ficou hipnotizado com o paraquedista motorizado que riscava o céu de Paraty, no fim do almoço. E o americano fez um pedido: quer conhecer a Igreja de São Benedito, antigo ponto de encontro de negros da cidade

O show de abertura da festa foi aplaudidíssimo, porém contou com um conhecido problema da Flip: o barulho das pessoas na Praça da Matriz. O quarteto de cordas da Osesp sofreu com o batuque da capoeira que vinha de lá.

Por MARILIA NEUSTEIN

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