Direto da Cidade do Rock

Sonia Racy

26 de setembro de 2011 | 23h01

As camisetas pretas falaram mais alto no domingo, à frente dos portões da Cidade do Rock. A ansiedade para ver Motörhead, Slipknot, Sepultura, Angra e Metallica era tamanha, que a organização liberou o acesso meia hora antes do previsto.

Depois de dividir o palco Sunset com os roqueiros do Angra, cantora a finlandesa Tarja Turunen encontrou-se, no backstage, com o amigo João Gordo e muitos fãs (vestidos vampirescamente, como ela). E deixou claro o sentimento pelos músicos: “Minha parceria com o metal brasileiro é para sempre”.

Terminado o show, Felipe Andreoli e Edu Falaschi, do Angra, seguiram para o camarote da Trident, onde já estavam os atores Caio Castro, Bruno Fagundes, Marcos Pitombo, Marisol Ribeiro, Carla Salle, Marcela Ricca, Raquel Villar, Giulia Frota e Karen Junqueira. Curtiram, juntos, o som do Sepultura. Andreolli aproveitou para dar uma cutucada na organização do Rock in Rio: “Colocar o pessoal do Glória para abrir a noite de Metallica, Slipknot e Motörhead… não tem muito a ver, não”, disse o baixista. Os rapazes da banda paulistana foram vaiados pelo público de metaleiros.

Dois dias funcionando a todo o vapor, o sistema de recolhimento de lixo da Cidade do Rock não aguentou. A partir do show do Metallica, que começou quase 1h da manhã de segunda – e até as 4h –, os fãs tiveram de dividir espaço com toda a sorte de entulho. Um mar de copos descartáveis, latinhas de cerveja e refrigerante, papel de tudo que é jeito, restos de comida e até… camisinhas.

Foram algo como 100 mil pessoas por dia consumindo hectolitros de cerveja e refrigerante. Isso, somado a um sistema de banheiros mal dimensionado e vazando sobre o gramado sintético, resultou no batismo do público: a Cidade do Rock passou a ser chamada de “cidade do… xixi”.

Questionado sobre as poças que se espalhavam pela arena, turista londrinense, fã de Sepultura, disparou: “Olha, preferia que fosse barro”. Em 1985, ele esteve no Rock in Rio para assistir ao show de Ozzy Osbourne, quando chuvas transformaram Jacarepaguá em um lamaçal.

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