Direto da Alemanha

Sonia Racy

20 de novembro de 2012 | 01h10

Seis empresários alemães (representando de Siemens a Thyssen-Krupp) se prepararam para almoço com seus colegas brasileiros – liderados por João Doria, do Lide –, sexta-feira, em Berlim, na sede da CNI local. Todos pressionaram o vice-presidente, Michel Temer, em seus discursos: explicaram que querem investir no Brasil, mas não conseguem.

Reclamaram de tudo, a começar pela infraestrutura do País, que não avança, passando pelos editais que não saem e a ausência de contrapartidas.

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Para Luiz Furlan, ex-ministro de Lula e responsável pelo Lide Internacional, os empresários perderam uma oportunidade: “O que eles acham? Que Temer vai contar a ladainha para Dilma? Poderiam ter feito algo propositivo”, comentou à coluna – também presente ao evento, a convite da Audi Business/Lide.

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Fato é que Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, foi pego de surpresa e não soube o que dizer.

Já Temer demonstrou conhecimento dos casos, buscou explicar o que estava acontecendo e saiu-se pela vertente política, aclamando a democracia brasileira.

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No domingo à noite, o mesmo grupo jantou com empresários da Baviera, desta vez em Munique.

E novamente ficou claro, ali, que eles desejam investir no Brasil, mas encontram dificuldades.

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