Direitos, por linhas tortas

Redação

12 Fevereiro 2010 | 09h31

Onde erraram Lula, Jobim e Vannuchi na condução do “novo” Plano Nacional de Direitos Humanos? “Faltou a eles a paciência de Jó”, diz José Gregori, autor de ideia semelhante nos anos 90, como ministro de Fernando Henrique.

Aquela primeira versão, relembra, foi aprovada “sem crise, sem crítica e sem atrito”. O segredo? “É preciso calibrar a velocidade. É um tema que não dá para toda a sociedade acompanhar de imediato.”

O ex-ministro também considera um erro chamá-lo de “plano”, e não de “programa”, como o anterior. “Programa tem diretrizes, sugestões. Não é uma lei”.

Ele critica ainda o modo como o texto foi conduzido. “Nós fizemos uma minuta e saímos pelo Brasil debatendo. Eles fizeram um congresso restrito e aprovaram o plano.” Mas houve algum avanço concreto? “Uma coisa que na época parecia utópica é a implosão do Carandiru. Pois aquilo se tornou… a Biblioteca de São Paulo.”