Difícil, a vida

Sonia Racy

29 de outubro de 2013 | 01h06

A edição dos 15 minutos de entrevista de Roberto Carlos ao Fantástico não agradou ao Rei. Segundo fontes próximas ao cantor, ficaram de fora três questões importantes do roteiro condensado em seis minutos.

1. RC gostaria que seu relato sobre a liberação da música Cavalgada, que quase foi censurada na época da ditadura, fosse ao ar. Recebeu apoio de Caetano e Chico para tanto. O fato de chamá-los de censores deixa mágoas.

2. Como exemplo de privacidade, questionou o direito que tem um estuprador de contar sua história. Como expor ao público esse tipo de coisa? Na verdade, o cantor falava, indiretamente, sobre o fato de Guilherme de Pádua, que matou Daniella Perez, ter escrito um livro a respeito do assassinato.

3. O Rei acredita também que sua justificativa sobre a mudança de opinião (de 2007 para agora) a respeito de autorização para biografias teria ido ao ar incompleta.

Difícil 2

O vídeo gravado pelos artistas do Procure Saber, que será liberado hoje para a imprensa – conforme antecipou o blog da coluna ontem de manhã –, foi montado por João Daniel Tikhomiroff.

Ameaçado de morte caso confirmasse isso a alguém.

Difícil 3

A linha de atuação de Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, no caso das biografias não autorizadas é clara: “Vamos lutar pelo direito à intimidade. E mostrar que os dois direitos, informação e privacidade, estão no mesmo patamar constitucional”.