Difíceis, os ingleses

Sonia Racy

13 de março de 2012 | 01h01

Apesar de serem conhecidos por receber impecavelmente seus convidados, os sócios do condomínio Haras Larissa (Álvaro Coelho da Fonseca, família Malzoni, família Bordon e Antônio Carlos Camanho) acabaram, eles mesmos, atropelados pela difícil montagem do evento. Realizado domingo, para abrigar o jogo de polo beneficente em torno do príncipe Harrye sua ONG, Sentebale.

Pelo que se apurou, foi bastante complicada a coordenação ante as exigências protocolares de Sua Majestade. Convidados ficaram presos em seus carros por horas – a equipe do membro da família real exigiu identificação de cada pessoa a entrar pela estreita porta do Haras. [TEXTO]Muita gente sofreu com a temperatura de 33ºC, mesmo ante a gentileza da distribuição de chapéus panamá. E o calor foi tanto que dois convidados tiveram descolamento de sola de sapato. Foram prontamente socorridos por um simpático funcionário do estande da Nespresso.

Convidados aplaudiram o jogo, vencido pelo time de Harry. Especialmente a atitude em ser o primeiro a desmontar para ajudar um adversário que foi ao chão. Entretanto, não foi possível enganar a fome até as 15h30, hora em que serviram o almoço. Por falta de canapés e bebidas do bufê – que cobrou R$ 150 mil para atender 400 pessoas.

Chegar perto do príncipe? Seguranças absolutamente sem treino barravam as tentativas. Entretanto, quem conversou com Harry constatou simpatia e simplicidade. O príncipe adorou o Rio, o Brasil e o haras. O verde local o impressionou muito. Uma integrante de sua ONG tentou explicar a falta de uma estrutura mais bem elaborada, condizente com a Casa Real. “O príncipe busca sempre economizar cada centavo. Não quer gastar em festas e, assim, poder dar mais para as crianças na África”.

A ONG veio ao Brasil buscar ajuda para crianças carentes no… Lesoto. O consulado não revela quanto arrecadou a Sentebale, que teve patrocínio de 12 marcas, quase todas ligadas à Inglaterra.

Ao final, sobraram, sim, recursos para o Brasil. Graças ao leilão, à noite, promovido por Daniela Zurita. Dos R$ 170 mil arrecadados, 30% serão destinados à brasileira Casa do Zezinho; o restante vai para a ONG do príncipe.

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