Diário de um vilão

Diário de um vilão

Sonia Racy

07 de dezembro de 2013 | 01h10

Foto: Paulo Giandalia/Estadão

Tata Amaral quer depoimentos de Lula e Dilma no documentário que está produzindo sobre José Dirceu. Embora tenha intitulado o filme de O Vilão da República, a cineasta disse à coluna, em entrevista por e-mail, que o longa “deve se ater ao período atual. Não se trata de uma biografia.”

Por que você decidiu fazer esse filme?

Acho o personagem do José Dirceu interessante e o episódio das denúncias que levaram à ação penal, mais interessante ainda. Desde 2005, quando houve a denúncia do mensalão, senti que daí sairia uma boa história. Mais do que isso, é um projeto que me traz o desafio de falar sobre o “contemporâneo” – algo que o cinema raramente faz. Talvez devido à lentidão dos processos cinematográficos, é raro um filme brasileiro se debruçar sobre um episódio atual.

Qual o momento mais emocionante que você já registrou?

O dia em que o ministro Joaquim Barbosa, do STF, decidiu adiar o julgamento dos embargos declaratórios para a semana seguinte.

O filme seguirá uma ordem cronológica biográfica ou deverá apenas focar nos últimos anos da vida de José Dirceu?

O filme deve se ater ao período atual ou recente. Não é um filme sobre José Dirceu, menos ainda uma biografia.

Que traço da personalidade dele mais te chamou a atenção nesse processo de filmagem?

É um personagem controverso e isso é sempre interessante, não é? Dramaturgicamente, é um personagem muito instigante./MARILIA NEUSTEIN

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