Diário de mochileiro no Peru

Redação

29 de janeiro de 2010 | 08h51

Por Débora Bergamasco

Diego Gutierrez, mochileiro brasuca de 19 anos, conseguiu, com mais alguns amigos, escapar às enchentes em Machu Picchu abrigando-se no luxuoso Machu Picchu Sanctuary Lodge, onde a diária é de US$ 1.022. Mas não pode usufruir da mordomia. Em conversa ontem com a coluna, contou que está há quatro dias sem banho, dormindo amontoado com outros turistas no chão do refeitório.

Mas não parece incomodado com a situação. Afinal, come três vezes ao dia. “E de graça”, conta, brincando. “Café com pão e, no almoço e jantar, arroz com caldo de frango.”

Consegue falar com a família graças ao único telefone público do lugar. A internet do hotel está, desde anteontem, proibida para não-hóspedes.
Cansado de jogar baralho e bater papo, sem nada para fazer, Gutierrez pretendia, ontem, caminhar até Águas Calientes – pois, mesmo com desconto de 50% do Sanctuary Lodge, o preço continua acima de suas posses. “Vou tentar me hospedar em algum hotelzinho por lá”, explicou.

Arrependido? “Não. Eu gosto de aventura. Se der, volto”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.