Dia do Trabalho

Sonia Racy

02 Maio 2015 | 01h08

Seguranças de Eduardo Cunha já estavam em São Paulo na quinta, para vistoriar tudo antes da chegada do presidente da Câmara, ontem, à praça Campo de Bagatelle, para o 1º de Maio da Força Sindical.

O que incluiu bastidores, banheiros e até percorrer duas vezes o caminho entre Congonhas e o local do ato.

Trabalho 2

Ao contrário do terno e gravata do ano passado, Cunha apareceu de jeans, camisa xadrez e blazer. Mas na hora de seu discurso arregaçou as mangas e ficou à vontade.

Trabalho 3

Nas conversas, o presidente da Câmara alertou que seu projeto de lei para mudar a correção do FGTS – da TR para o índice de inflação, conforme antecipado, na quinta, pelo blog da coluna – é “independente” da Adin que já corre sobre o tema no STF: “O projeto trata do futuro. Não mexerá nos saldos atuais”.

Trabalho 4

Aécio chegou atrasado ao evento de Paulinho da Força. É que, antes, passou pelo Bandeirantes, onde teve longa conversa com Alckmin. Também convidado, o governador disse ao deputado não ter ainda como discursar.

Trabalho 5

Lula apareceu no Anhangabaú uma hora mais cedo. Para, nos bastidores, cobrar de cada um dos líderes sindicais a mobilização contra a terceirização. Na sua avaliação, é o momento de as centrais retomarem o protagonismo, visto que a pauta no Congresso “está contra os trabalhadores”.

Trabalho 6

Para o PT, o 1º de Maio da CUT foi positivo e “deu fôlego” ao partido. “Mesmo diante do momento que vivemos, conseguimos reunir muita gente para um ato político na essência, sem precisar recorrer a shows populares e sorteios”, disse um dirigente.

Trabalho 7

A ausência de Haddad decepcionou a organização do ato. O cerimonial estava com tudo pronto para receber o prefeito e tentou, até o último momento, convencê-lo a comparecer. Sem sucesso. A justificativa? O petista disse estar doente.