Dia de caridade

Sonia Racy

09 de setembro de 2011 | 23h01

Transformar a memória trágica do 11 de Setembro em motivo de esperança para milhares de pessoas. O Charity Day foi criado pelo Grupo Cantor, com sede em NY, e está em sua segunda edição no Brasil – pelas mãos da BGC Liquidez. A corretora convidou celebridades para atuarem como brokers na segunda-feira, dia 12, e reverterá o faturamento a instituições sociais. Diretor da companhia e porta-voz da ação no País, Alberto Mente conversou com a coluna sobre as razões do Charity Day.

Quanto foi arrecadado no mundo inteiro em 2010?

Cerca de US$ 10 milhões. E desde a primeira edição, em 2005, já foram arrecadados US$ 43 milhões, distribuídos por mais de 500 instituições do mundo inteiro. Esta será nossa segunda participação, pois a Liquidez foi comprada, no começo do ano passado, pela BGC, e o Charity Day envolve todos os escritórios do Grupo.

O dia inteiro de corretagem é doado a instituições?

É 100% destinado ao Fundo Cantor, criado após o 11 de Setembro. A BGC faz parte do Grupo Cantor, que tinha cinco andares no WTC. A empresa perdeu 658 de seus 960 funcionários naquele dia. E o CEO, Howard Lutnick, resolveu fundar um instituto para ajudar as famílias desses funcionários mortos. Ele havia levado o filho para o primeiro dia de aula e sobreviveu ao atentado. Com o passar do tempo, o Fundo ampliou o campo de ação e hoje ajuda centenas de organizações nos 25 países em que tem escritórios. Aqui no Brasil vamos ajudar instituições como a Fundação Gol de Letra e o Projeto Velho Amigo.

Quais as celebridades confirmadas para o Charity Day?

Em São Paulo, Petrônio Gontijo, Gorete Milagres, Zetti, Jacqueline Dalabona, Maria Cândida e Celso Zucatelli. No Rio de Janeiro, Vanessa Giácomo, André Gonçalves, Clarice Niskier e Marcella Muniz. Todos voluntários.

Como funcionará a corretagem com os famosos?

Nossos clientes nos contactarão para compra e venda de ações e as celebridades atuarão como brokers. O legal é que elas atenderão o telefone e explicarão a iniciativa. Isso, com certeza, incentiva as operações e, consequentemente, aumenta o valor das doações.

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