Desde proclamação da República só cincos nomes indicados ao supremo foram rejeitados

Sonia Racy

10 de outubro de 2020 | 00h50

 

Desembargador Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro para o STF. Foto: Ramon Pereira/Ascom TRF1

 

Fora do meio jurídico, existem ainda dúvidas em relação à aprovação, pelo Senado, de Kassio Marques, indicado por Bolsonaro para cadeira no STF. Entretanto, segundo fontes políticas e do judiciário, a questão está dada.

Desde a proclamação da República, somente cinco nomes escolhidos para o Supremo foram rejeitados pelo Senado. Todos eles durante o governo de Floriano Peixoto – entre 1891 e 1894. Desde então, nome posto, rei eleito.

No atual quadro político, aparentemente, o trâmite será fácil. Não é surpresa a torcida de David Alcolumbre, do Senado, que, aguarda sinal verde do STF para concretizar seu sonho: a própria reeleição. Gilmar Mendes e Dias Toffolli, por sua vez, tampouco escondem a ansiedade pela revisão, no STF, da prisão em segunda instância.

Contam com Ricardo Lewandowski e, agora, com o substituto de Celso de Mello. O que, supostamente, alterará o atual ‘status quo” dos votos no STF. Fato que agrada tanto Bolsonaro quanto Lula.

Fala-se supostamente por que tudo ainda pode ser… qualquer coisa: o desembargador Marques subiu no muro e declarou publicamente, esta semana, ser a favor da condenação à cadeia em segunda instância “dependendo do caso”.

Dependendo de qual caso? A colocação é política porque, ainda segundo fontes ouvidas pela coluna, o que poderá ser revisto ou não – a prisão depois da segunda instância – está diretamente atrelado ao que está escrito na Constituição.

Pilota 

A FAB avança. E não é pelo ar. Promove, pela primeira vez,  a oficial- general… uma mulher.

A escolhida para ser brigadeiro do ar é Carla Lyrio Martins.  Bolsonaro assina a promoção no dia 25 de novembro.

 Olha eu aqui… 

 O candidato Arthur do Val requisitou, ao TRE, alteração de nome na urna. Quer ver piscar na telinha do voto a alcunha de youtuber “Arthur do Val Mamãe Falei”.

 Do bem 

O americano Bruce Weber e os brasileiros Vava Ribeiro, Claudia Melli e Mario Barila estão entre os artistas que doaram obras para o leilão online da Artsy em parceria com o Project Zero. Ele vai até o dia 14 no site artsy.net/projectzerobenefit.

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