Depois de Tim

Depois de Tim

Sonia Racy

23 Janeiro 2015 | 01h10

Foto: JB Neto/Estadão

O sucesso na pele de um jovem Tim Maia no cinema rendeu frutos para Robson Nunes. Ele se prepara para dirigir um show, lançará canal no YouTube e deve ser escalado para a segunda temporada de Lili, a Ex. Sem deixar de lado seu próprio stand up, Afrobege, e os espetáculos de humor 3Tosterona e Ensaiando Tim Maia, em duo com Luiz França. Entre um compromisso e outro, está encarando as 672 páginas de Malcolm X, de Manning Marable. E abriu espaço na agenda para falar à coluna.

Como é o espetáculo que você vai dirigir este ano?
É um solo de humor do Marcinho Eiras. Ele é um gênio, toca três guitarras de uma só vez. Deve estrear em abril.

Foi difícil fazer o Tim Maia?
Difícil está sendo emagrecer… (risos) Cariocar também foi barra! Porque sou de São Bernardo. Fui para o Rio e fazia teste com os taxistas. No começo, depois de dois minutos de papo, eles me perguntavam: “Tu não é daqui, não, né?”. Um dia, o cara começou a falar mal de paulista comigo. Pensei: “Consegui!”.

Você acaba de dublar, para a Disney, Operação Big Hero. É um novo filão na carreira?
Dublei o Wasabe, um negão nerd muito engraçado, me diverti bastante. E estou fazendo algumas vozes originais. Uma delas é para a animação S.O.S. Fada Manu, do Gloob.

Vai manter seu espetáculo de stand up, Afrobege?
Claro, e vou até lançar um canal no YouTube, para publicar outros textos, mais esquetes. Apesar do que pode parecer, Afrobege não trata de racismo, mas de conscientização. É 100% autobiográfico. Descobri que era negro aos 17 anos…

Como assim?
Naquela época, início de 2000, estava na Malhação e meu personagem entrava para o movimento negro. Como sempre fui muito CDF, acabei indo atrás das minhas origens e descobri Martin Luther King, Panteras Negras, Malcolm X. Fiquei inflamadaço! Com a maturidade, aprendi a equilibrar as coisas. /DANIEL JAPIASSU