Demora em escolher ministros mostra que governo não tem rumo, avalia cientista político da FGV

Sonia Racy

15 de julho de 2020 | 00h51

A demora de Bolsonaro para escolher novos ministros da Saúde (hoje, 62 dias com o interino Pazuello) e da Educação (levou 24 dias para anunciar Milton Ribeiro), indica dois sintomas. Primeiro, o de que o governo “não sabe o que quer” e o segundo decorre do primeiro: “sem rumo, não há perfil que dê conta da vaga”.

A opinião acima é de Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político da FGV. “Ambos ministérios vivem guerra cultural”, resume o professor. “O projeto pode ser de direita ou esquerda, mas tem que considerar a pluralidade do País e incluir projetos em lugar de polarizar”.

Curiosidade: Bolsonaro, até aqui, fez 13 mudanças no primeiro escalão. E Dilma, em igual tempo, trocou 16.

Procura-se vice

O celular de Patricia Ellen não parou nos últimos dias e o motivo não foi o gabinete de crise da covid-19 que ela coordena. Perguntavam se ela estaria deixando o cargo de secretária para ser… vice de Bruno Covas.

A secretária nega rumores, citando que sequer é filiada a partido político. Ainda. Braço direito de Doria, ela é cotada para ser… vice dele em 2022.

“Agradeço a lembrança das pessoas ao meu nome, admiro muito Bruno, mas não tenho intenção (de disputar). Minha única intenção é fazer uma boa gestão no Governo do Estado”, diz à coluna Patrícia. Ela cofundadora do Agora!, que tem Luciano Huck entre apoiadores.

Respeito é bom

A prática de lives está fazendo história. No encontro do Mourão, sobre Amazônia, sexta-feira, com empresários regras foram cumpridas. Estabelece-se que cada um dos convidados teria 5 minutos para falar. Todos cumpriram. O vice-presidente anotou e comentou cada fala ao retomar a palavra.

Desce e sobe

O impacto da pandemia fez crescer o número de imóveis retomados pelos bancos por conta da inadimplência. A Sold Leilões, do Grupo Superbid, atesta que o percentual aumentou 84% entre março, início da quarenta, até junho, na comparação com o ano passado.

Os arremates também cresceram, mas parte da metade: 46%.

Para ouvir

Um aplicativo com encenação das maiores obras literárias do mundo tem o objetivo de ajudar estudantes na quarentena. O recém-lançado Palco Literário Digital traz, via podcast, gravações no estilo radioteatro de livros como Memórias Póstumas de Brás Cubas, entre outros.

A ideia é colocar no mercado 12 podcasts até o fim de 2020. Os próximos lançamentos serão A Megera Domada, de William Shakespeare, e Senhora, de José de Alencar.

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