Delatores terão que esperar PGR para saber de pena

Sonia Racy

31 Janeiro 2017 | 00h53

Ao que tudo indica, a maneira com que Teori Zavascki lidava com as delações premiadas negociadas com o MPF não é a mesma de Cármen Lúcia. O ministro entendia que, selado o acordo com o MPF, já podia deliberar o início de cumprimento de pena na homologação.

Paciência

Cármen Lúcia preferiu seguir o rito normal: encaminhar os processos à PGR para a devida análise. Assim, a Procuradoria decide sobre abertura de inquérito e só depois é que a papelada volta para o STF. A assessoria da PGR informa que não há prazo para que isso aconteça.

Pausa

Assim sendo, os 77 delatores da Odebrecht não tem como saber quando começam a cumprir pena conforme acertado com o MP.

Ajuda

Na sua maratona do fim de semana, a presidente do STF contou com a ajuda de dois assistentes para homologação das delações da Odebrecht.

Pauta diferente

Os oito processos relatados por Teori retirados da pauta do STF não vão interferir no socorro do governo do Rio. O pedido de tutela de urgência está com o ministro plantonista que é… Cármen Lúcia.

Ela tem prazo hoje para decidir. Caso não acate, a ação vai para a relatoria de Luís Fux.