Defensores também querem vagas em tribunais

Sonia Racy

07 de fevereiro de 2017 | 12h33

A “corrida pública” pela sucessão de Teori Zavasck no STF, definida ontem, segunda-feira, com a indicação de Alexandre de Moraes, teve uma espécie de efeito colateral: os defensores públicos federais decidiram ir à luta, também, pelo direito a uma vaga nos tribunais.

Alegando que a disputa no Supremo “abriu uma acirrada disputa entre relevantes carreiras do Judiciário”, a Anadef, que reúne os cerca de 600 profissionais dessa área, quer debater seu direito de integrar as cortes do Judiciário. Para a presidente da associação, Michelle Leite, “chegou o momento de ampliar esse debate e promover o reconhecimento dos defensores públicos federais e sua importante contribuição” — que, segundo a entidade, “já se consolidou, na defesa judicial e extrajudicial de mais de 140 milhões de brasileiros em situação de pobreza”. 

Por lei, os defensores têm atribuição para atuar perante os cinco  tribunais regionais federais do País, além dos tribunais eleitorais e trabalhistas, mais STJ, STF e STM. No STF  já existe uma equipe composta de cinco defensores, para assessoramento nos processos do tribunal.