Declarações de André Lara Resende sobre teto de gastos confundem colegas

Sonia Racy

30 de junho de 2021 | 00h40

André Lara Resende. Foto: Iara Morselli/Estadao

André Lara Resende surpreendeu muitos colegas de profissão que assistiram a sua entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira. Muitos deles não gostaram de vê-lo declarar, por exemplo, que a regra do teto de gastos não serve para nada.

Na verdade, pelo que se apurou, o que ele quis dizer é que a regra dos gastos correntes do governo federal não deveria valer para investimentos ou para gastos emergenciais.

 Explicado 

Trata-se de sugestão mais moderada comparada ao que o economista defendia anos atrás, mas ela não é antagônica às linhas mestras que devem ser adotadas em um país em desenvolvimento.

Criador de diversos planos brasileiros – é um dos mentores do bem sucedido Plano Real – o economista defende ferrenhamente o que ele chama de Estado inteligente. Entretanto, se o Estado brasileiro fosse inteligente, talvez não fosse necessário introduzir o freio do …teto de gastos.

 Explicado  2

As declarações técnicas do economista geraram dúvidas. Talvez mais pela forma do que pelo conteúdo.

A crítica sobre o envolvimento de bancos centrais na preservação do meio ambiente, entretanto, pareceu pertinente para estudiosos do tema.  O ex-BC acredita que o braço financeiro do Estado não deve entrar nessa questão pois   “não se trata de uma questão de financiamento e, sim, de um acordo global para evitar a destruição do planeta”.

Todo mundo vê 

O grupo teatral Tablado de Arruar, que prepara peça sobre a atuação dos militares no País, resolveu compartilhar com o público sua pesquisa para a construção do espetáculo.

Transmitem pelo seu canal do YouTube, a partir de 20 de julho, debates sobre esse tema com a participação de José Genoíno, do coronel da reserva Marcelo Pimentel Jorge, do jurista Pedro Dallari, da procuradora Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, do cientista político João Roberto Martins e do filósofo Marildo Menegat.

 Todo mundo 2 

A partir de setembro até fevereiro de 2022, a companhia teatral também lança cinco ações artísticas com “olhar crítico não só sob militares, mas também no campo da esquerda”, diz Alexandre Dal Farra, fundador do grupo.

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