Deborah Secco no Copa: ‘A gente quer ser linda e causar’

Deborah Secco no Copa: ‘A gente quer ser linda e causar’

Sonia Racy

04 de março de 2019 | 00h50

DEBORAH SECCO, SÁBADO NO COPA. FOTO: CLÁUDIA DANTAS

“Foi o calor da peruca! Estou mais acostumada com cabelo”, dizia Deborah Secco, a madrinha do baile de carnaval do Copacabana Palace, no sábado à noite, sobre o mal-estar que sentiu, minutos antes, ao subir ao palco da festa. “O calor aqui, ó (passa a mão pela nuca), nossa senhora!”, comentava, com uma peça na cabeça que imita o cabelo da musa italiana Sophia Loren, de quem Deborah é fã. A atriz brasileira tinha descido para uma performance à uma e meia da madrugada, mas precisou sentar-se e repousar um pouco durante a apresentação.

Depois, já recuperada, conversou com a coluna enquanto tirava fotos com admiradores. E o que significa o carnaval para a atriz? “A gente poder brigar pelo que acredita. A gente quer ser linda e causar, ser quem quiser ser, sem desrespeitar ninguém. Acho que a gente devia usar essa época, o carnaval, para sempre!” Não é só na gala que Deborah curte a folia. A madrinha da noite disse levar, disfarçada, a filha em blocos de rua, acompanhando os trios. “Eu frequento! Escondidinha!”
                                                                   ***
Com um longo branco, Gloria Maria circulava animada pelos corredores. “Eu gosto de festa. De gente bonita, elegante e sincera. Aqui venho e encontro os amigos”. A jornalista – que acaba de chegar da Noruega, onde passou uma temporada gravando uma série sobre as quatro estações do ano – não compartilha da empolgação de Deborah com os blocos de rua. “Deixa eu te falar, fui princesa do Cacique de Ramos. Fui em cima do carro. Depois disso, deu! Era o meu tempo de bloco. Hoje não rola. Talvez se eu tivesse 18 anos de novo…”

                                                                  ***
Nas conversas, era geral a confusão entre o italiano – idioma do país tema do baile – e o espanhol, a começar pelos recepcionistas. “Benvenuto a la fiesta” era a saudação do grupo, vestido com máscaras venezianas, aos que iam entrando no salão. “Mamita, tira uma foto comigo” pedia uma drag queen a outra – que usava uma fantasia de nonna italiana.

                                                                  ***
De penacho na cabeça, a gaúcha Leona Carvalho fazia a defesa de todos os carnavais – em bailes, blocos ou na avenida. “O carnaval de Salvador, do Rio Grande do Sul, os blocos daqui…”, dizia. Amanhã eu vou na Sapucaí (sair pela Grande Rio) e hoje estou aqui. O que eu gosto é da diversidade”, ressaltava a atriz, que esteve na Amazônia em janeiro, filmando um documentário para a ONG Paz Sem Fronteiras, da qual participa.
  ***
Com um pratinho de pudim nas mãos, Leo Jaime lamentava a morte de Alfredinho, dono do Bip Bip, reduto do samba carioca. “Tá um começo de ano baixo astral, né? Mas temos de continuar. Nós somos festeiros”. MARCELA PAES e PAULA REVERBEL