Deborah Secco entra de sócia em startup de beleza

Sonia Racy

05 de julho de 2019 | 00h30

Foto: Elvis Moreira

Deborah Secco entrou de sócia na Singu – startup de beleza com foco em atendimento a domicilio. A atriz conta que já queria investir seu dinheiro em algo fora do show biz, mas que fizesse sentido para ela. “Após ouvir os relatos das atendentes, sobre como o aplicativo estava mudando suas vidas e trazendo independência financeira, me convenci de que era o negócio certo.” Confira na entrevista a seguir.

Por que decidiu investir em um aplicativo de beleza?
Estava há algum tempo procurando uma forma de diversificar minha atividade, com algo de fora da minha área. Li que alguns artistas americanos investiram em startups e fiquei com isso na cabeça. Mas tinha que ser algo que me tocasse de alguma forma, não apenas investir por investir.

De que forma o APP a tocou, a ponto de decidir investir?
Comecei a usar os serviços sem a menor pretensão de virar sócia. Achei muito prático, porque não tenho agenda para ir ao salão dia sim, dia não, que é a demanda que meu trabalho pede. De tanto usar o APP, comecei a ficar próxima das atendentes. Adoro conversar com pessoas, saber de suas histórias. Muitas me relataram o quanto o aplicativo estava mudando a vida delas, a possibilidade de ter um emprego onde você faz seu horário. A maioria tem filhos e não tem condições de pagar alguém pra cuidar das crianças.

Então foi pela causa das mulheres que decidiu investir?
Com certeza, nós mulheres temos que nos unir. Esse é um tema atual, muito forte e presente na minha vida. Os relatos delas, de como ter um trabalho mais flexível e até como o complemento de renda as ajudou, mexeu muito comigo. Hoje, algumas delas são capazes de se manter sozinhas, são donas do seu próprio destino. Nisso tudo conheci o Tales, fundador desse e de outros APPs, um cara que tem uma história muito inspiradora e me ensina muito. Foi o clique de que eu precisava.

Além de sócia investidora, virou garota propaganda do APP?
Quando entrei como investidora não tinha a pretensão de fazer a divulgação. Mas, depois, as próprias atendentes me pediram muito, elas acham que eu posso ajudar a levar os serviços que oferecemos para o grande público.

E como é com as finanças? É organizada com dinheiro?
Sinceramente, acordei pra isso nos últimos dez anos. Com 30 anos entendi a necessidade de ter alguma coisa guardada pro futuro e o valor de cada real que ganho, o tempo que fico fora de casa, longe da minha filha. Foi difícil ter essa reflexão, porque sempre enxerguei o trabalho como um grande prazer. Não entendia muito como isso era um sacrifício para os outros. Pra mim não era, e nem é. Mas hoje a maturidade me trouxe um entendimento maior do que significa o dinheiro. /SOFIA PATSCH

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