De R$ 3,5 mil a US$ 2,5 milhões

Sonia Racy

12 de maio de 2011 | 23h02

Como de praxe, a SP-Arte abriu anteontem, à tarde, para ultravips na linha “first choice”. Onde é dada a oportunidade para colecionadores e investidores de peso escolherem suas obras antes do público.

Galeristas recebiam com espumante interessados em trabalhos de Beatriz Milhazes ou de Adriana Varejão, por exemplo, duas das mais valorizadas artistas contemporâneas. Uma obra de 2,5 m por 2,5 m da primeira estava cotada em US$ 2,5 milhões na Pinakotheke Cultural, do Rio. Negociável? “Sim, podemos conversar”, disparou a vendedora. Adriana estava mais em conta: US$ 600 mil.

Metros dali, uma outra Milhazes, dos anos 80, estava sendo vendida por “apenas” R$ 300 mil no espaço da Ricardo Camargo. No mesmo lugar, uma peça era bem comentada: um torso em terracota de mais de um metro e meio de Victor Brecheret, da década de 40, raramente vista em público. Por R$ 1,1 milhão.

É tudo caro? Depende. É possível encontrar xilogravura de Gilvan Samico por R$ 8 mil ou peças como Uns Trocados, de Rodrigo Torres, por R$ 3,5 mil. Há até arte cibernética à venda. “É um nicho difícil de ser negociado, estou numa intersecção”, contou Raquel Kogan, apresentando seu trabalho, que demorou cinco anos para ser finalizado.

E entre os convidados da Bienal, dois chamavam atenção por motivos diferentes: Carlos Jereissati, do shopping Iguatemi, e Costanza Pascolato. Ele porque comprou cinco obras e doou tudo para a Pinacoteca e MAC. Ela porque conhece as paredes daquele prédio como poucos, mas por causa de outro evento: a SPFW. “Não vim aqui para comprar nada. Só para ver. Ao menos, por enquanto”, comentou, rindo.

JOÃO LUIZ VIEIRA

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