De onde saíram os R$ 500 mil da maleta de Loures?

Sonia Racy

25 Maio 2017 | 08h48

O mercado financeiro levanta algumas questões pertinentes sobre a operação conjunta PF e JBS. Todas elas centradas na origem do dinheiro usado para a operação que flagrou o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, em situação para lá de complicada.

A pergunta: as notas de reais espremidas nas maletas da JBS – aliás, o acordo foi a empresa pagar R$ 500 mil por semana ao deputado – saíram de onde?

De onde 2

1. Se foi de um banco – os maços, nas fotos, estão devidamente cintados – qual seria? Ou os recursos foram obtidos de um blackista?

2. As operações estão registradas no Coaf? Acima dos R$ 10 mil, isso é obrigatório.

3. Como foi a participação da PGR no esquema? Nos EUA, esse tipo de dinheiro, para esse tipo de operação, sai do próprio governo. Por aqui, não.

Politiquês

Quase que a palestra de Nelson Jobim ontem, na hora do almoço, no BTG, para 60 clientes, causa ruído nos mercados. O ex-ministro, hoje sócio do banco, discorreu sobre não haver solução para problemas políticos fora da… política. E citou nominalmente vários protagonistas que estão na cena, frisando que para tanto, “não se escolhe o interlocutor”.

Pronto: a leitura foi a de que estaria se formando um enorme acordão para livrar tanto Temer como Lula.

Sem desistir

O governo Temer mandou aviso às suas agências de publicidade: quer fazer uma nova campanha sobre a reforma da Previdência.

A verba para tanto pode chegar aos R$ 25 milhões.

Dureza

Já tem requerimento de urgência, no Senado, convocando Maria Silvia Bastos Marques para falar da investigação da PF no BNDES.

Ao mesmo tempo, tramita na Casa projeto do gaúcho Lasier Martins para acabar com o sigilo sobre empréstimos de bancos públicos.

Troca de guarda

Astrofísico, mas também diplomata, Vijay Rangarajan chega hoje para assumir como novo embaixador britânico no Brasil. No lugar de Alex Ellis, que agora atua em grupo do Brexit em Londres.