De olho no Samba

De olho no Samba

Sonia Racy

01 de março de 2014 | 01h15

Foto: Divulgação

Anfitrião do Baile da Cidade – anteontem, na Hípica carioca –, Eduardo Paes conseguiu seu objetivo: reviver a tradicional festa (que andava meio desprestigiada). Com a ajuda do promoter Diógenes Queiroz, conseguiu a presença de 900 pessoas. Fôlego longo, entre um compromisso e outro o prefeito respondeu a perguntas da coluna. Ah! Vale lembrar que Paes é Portela desde criancinha.

O que mudou este ano?

Nos blocos, a cada ano, melhoramos a infraestrutura – e minimizamos os incômodos aos moradores do entorno dos desfiles. Fizemos alguns cálculos e chegamos ao número de 22 mil banheiros químicos este ano, contra 17 mil do ano passado. Para você ter uma ideia, quando assumimos a prefeitura, em 2009, eram apenas 900.

Quanto vocês vão arrecadar?

Olha, mais de US$ 730 milhões. Por meio de quase um milhão de turistas. Os números reais só vamos conhecer esmo quando o carnaval acabar e a gente se sentar para somar o que entrou.

O carnaval no Rio já pode ser considerado autossustentável?

No sentido econômico, acredito que sim. Porque, só com o patrocínio do carnaval de rua, a cidade deixa de gastar cerca de R$ 35 milhões. No mais, o aquecimento da hotelaria e do comércio também equilibra os investimentos feitos pela prefeitura na festa.

Houve reforço no esquema de segurança?

O que fazemos é monitorar os maiores blocos com a ajuda de câmeras – no Centro de Operações – e acionar os órgãos que sejam necessários de acordo com o que se vê, ou seja CET Rio, Comlurb, Guarda Municipal etc.

O senhor considera que tem samba no pé?

Sou aquele tipo bom da cabeça, doente do pé e com o coração tomado pelo samba.

Qual sua escola preferida?

Sou Portela desde sempre.

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