De Olho no Oriente Médio

Sonia Racy

30 de novembro de 2012 | 02h40

Um dia antes de a Palestina ser reconhecida como Estado Observador da ONU, Chemi, filho de Shimon Peres, passou pelo Brasil para promover dois fundos por ele criados. O de investimentos, o Pitango, e o Al Bawader, para projetos de árabes-israelenses, Chemi conversou com a coluna após palestra na Hebraica, anteontem.

O Al Bawader pode ajudar a montagem de negócios com países árabes?

Claro. Queremos atingir o mercado de maneira global. Estamos de olho no desenvolvimento da internet em árabe, pois é a língua que mais cresce na rede social. Em Israel, temos grandes empreendedores e engenheiros árabes. São parte da comunidade israelense, capacitados para desenvolver, ao lado dos judeus, essa parceria. Temos de entrar neste mercado árabe. A começar pelos palestinos e jordanianos, seguidos por Egito e Líbano. Bem como a Síria, no futuro.

Há investimentos do seu fundo Pitango em empresas de defesa?

Essa é uma regra nossa. Não colocamos dinheiro no setor militar. Damos essa tranquilidade a nossos investidores: eles não estão colocando seu dinheiro em armas. A tecnologia de defesa é do governo israelense.

Há expectativas para as eleições de 22 de janeiro?

Não acredito em mudanças significativas. O Kadima está fora, há outros partidos emergindo, mas não há, por ora, expectativa de mudanças estratégicas. Netanyahu deve continuar. / MARILIA NEUSTEIN

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