De cortar…

Sonia Racy

20 de março de 2014 | 01h10

Exemplo prático do que o empresariado chama de Custo Brasil – reclamação de quase três décadas. Para serem vendidos em Manaus, onde são fabricados, os produtos da Gillette são forçados a dar um “passeio” pelo País.

Por razões fiscais, eles vêm até São Paulo, onde são registrados – por meio de emissão de notas –, e, depois, voltam à capital do Amazonas.

…os pulsos

O “passeio” é por rodovias? Não, não. A empresa constatou que os assaltos são frequentes e as estradas, ruins. Os produtos saem mesmo é de barco de Manaus, trocam de embarcação em Belém e navegam até Santos. Dali sobem a serra até São Paulo. Na volta, repetem o percurso.

Agora, adivinhe quem paga esse gasto extra?

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