Custo previdenciário não impacta mais na contratação de mulheres por empresas

Sonia Racy

07 de agosto de 2020 | 00h50

Com a decisão do STF – que votou pela inconstitucionalidade da inclusão do salário-maternidade na base de cálculo das contribuições previdenciárias –, contratar mulheres, a partir de agora, não mais significará custo adicional às empresas.

Será que elas vão aplaudir o Supremo, que avaliou – em ação impetrada pelo escritório de advocacia Mannrich Vasconcelos, a pedido da Confederação Nacional da Saúde – haver desigualdade entre homens e mulheres ao impor custo adicional quando da gravidez?

Como funcionava? Imagine um casal, o marido contratado pela empresa ‘A’, mulher pela empresa ‘B’. Ambos terão um filho, mas somente a empresa ‘B’ suportará o custo da maternidade.

Existem movimentos defendendo o contrário. Acham que equilibrar a desigualdade significa dar também licença paternidade equivalente a concedida às mulheres, a exemplo de outros países.

No ringue 

Serão 350 candidatos do Cidadania a prefeito este ano, nas contas de Roberto Freire. “É mais que o dobro de 2016”, disse à coluna. Prioridades? Conquistar capitais como o Recife, Goiana e Porto Velho, além de manter pouco mais de 100 prefeituras.

E o Rio? “Não está resolvido”, diz, referindo-se aos planos para Marcelo Calero – se ele se viabiliza como candidato, se apoia Eduardo Paes, de quem pode ser até o vice-candidato…

De fora

Donos de restaurantes estão questionando o projeto Ocupa Rua, conforme antecipou ontem o blog da coluna. Têm dúvidas sobre os critérios de escolha dos beneficiados da transformação de calçadas e áreas destinadas para automóveis em espaços para clientes. Bruno Covas aprovou o projeto anteontem.

Danni Borges, do vietnamita Bia Hoi, e Erick Jacquin, por exemplo, não foram incluídos e reclamaram. Jacquin defende, por meio de suas redes sociais, que todos que seguem os protocolos devem ter o direito de usar a rua. “Faz bastante tempo que reclamo e peço ao prefeito e ao governador para usar a calçada”, diz o chef.

De fora 2

Idealizado por Janaina Rueda, o projeto montado pelo escritório de arquitetura Metro Associados e por Alexandra Forbes – com apoio da Prefeitura – foi colocado em prática sem dinheiro público.

Segundo Alexandra, o Ocupa Rua escolheu área em que houvessem menos prédios residenciais, e quer melhorar a região como um todo.

Sangue novo

Zé Victor Oliva sai da presidência da Holding Clube e migra para o conselho do grupo que criou e que hoje reúne oito agências. Assumem os sócios Márcio Esher, Priscila Pellegrini, Ju Ferraz, Fábio Brandão e Fernanda Abujamra.

Tati Oliva segue no conselho.

De peso

Em meio à pandemia, a Marchini Botelho Caselta Advogados reforça seu time com a entrada de Martim Della Valle.

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