Custeio. Esse é o nome da crise

Dado Carvalho

03 de janeiro de 2009 | 08h19

Aviso aos navegantes: o grande problema que espera os novos prefeitos em 2009 não será tanto a queda de arrecadação – ela apenas deixará de crescer… – mas o custo da máquina, inchada por contratações e aumentos salariais. O alerta vem do consultor tributário Clóvis Panzarini.

Existe uma “lógica perversa do mundo político” segundo a qual os cortes são sempre no investimento. “Mas em começo de gestão quase ninguém investe mesmo”, observa. Então, cortar e adiar obras vai doer bem menos.

Além disso, há uma enorme fatia, praticamente um terço da arrecadação, “que é pouco sensível à variação econômica”. É o dinheiro que vem do IPVA (50% do arrecadado), do IPTU, do IPBI (venda de imóveis) e do IR dos servidores. O que deve encolher mesmo serão os recursos do ICMS (25%) e do ISS. Por causa deles, sim, 2009 será um ano de poucas inaugurações.

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