Curado da covid-19, presidente do Senado recebeu ministro de confiança de Bolsonaro na residência oficial

Curado da covid-19, presidente do Senado recebeu ministro de confiança de Bolsonaro na residência oficial

Sonia Racy

04 de abril de 2020 | 00h48

BOLSONARO E O MINISTRO GENERAL RAMOS – FOTO MARCOS CORRÊA/PR

No mesmo dia que anunciou estar curado do coronavírus, Davi Alcolumbre recebeu na residência oficial do Senado o general Luiz Eduardo Ramos,  ministro-chefe da secretaria de governo. Em separado, depois, abriu as portas para Rodrigo Maia. As relações entre o Executivo, leia-se Bolsonaro, e o Congresso, presidido por Alcolumbre, foram para o espaço enquanto o senador do Amapá estava trancado no quarto de quarentena e tuitava críticas à postura do presidente ante a pandemia.

Alcolumbre pretende intensificar conversas neste fim de semana com intuito de pacificar os ânimos no Congresso – inclusive o dele próprio –, com Bolsonaro.

Empolgado para cair em campo, o senador passou por maus bocados. Na primeira semana de coronavírus, teve fortes dores de cabeça, muito sono e chegou a vomitar. Ao ser informado de que havia manchas em seu pulmão, lembrou do colega Nelsinho Trad na UTI pelo mesmo motivo. Sarou antes.

Alcolumbre passou boa parte tempo no celular. Também fez faxina no seu quarto. O momento mais duro? “Não poder abraçar meus filhos por 15 dias. Via somente pela janela”. O esforço do confinamento recompensou: a esposa, Liana, e as crianças testaram negativo. Assim como o motorista e o segurança.

Apesar da cura, o senador seguirá recluso o máximo que puder – assim como Rodrigo Maia, que só vai à Câmara para votações e entrevistas. Ambos têm feito a maior parte dos trabalhos por videoconferência.

Frente

Um das primeiras ações da coalizão recém formada por instituições negras – a Iniciativa Empresarial pela Igualdade, a Faculdade Zumbi dos Palmares, a Empodera e a Gestão Kairós, entre outras – será realizar levantamento sobre o impacto da Covid-19 entre profissionais e empreendedoras negras.

“O objetivo é pleitear recursos, linhas de fomento com órgãos públicos, empresas e instituições para auxiliar nesta crise”, observa Raphael Vicente, Coordenador da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial.

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