CPI da Dívida paulistana muda estratégia e mira empresas públicas

Sonia Racy

20 Abril 2017 | 00h45

Eduardo Tuma, que preside na Câmara a CPI da Dívida Pública paulistana – a primeira da gestão Doria –, convoca hoje dirigentes de Sabesp, Ceagesp, Infraero e Correios. O gesto acena mudança de estratégia: os vereadores querem mirar empresas públicas que devem ao município, deixando para depois os bancos, que provavelmente trariam complicações ao trabalho com recursos judiciários.

Até agora, o que chamava a atenção da Procuradoria-Geral do Município – e provocou discussões com vereadores e secretários – foi que, em seis sessões da CPI, cerca de dez procuradores foram ouvidos… e nenhum devedor.

Dívida 2

Por que ouvir procuradores? Eles foram acusados pelos vereadores de omissão por deixar prescrever, lá atrás, prazos de algumas das dívidas. Um grupo deles já advertiu que, se esse “cerco” prosseguir, entrará com mandado de segurança para suspender a CPI. Por desvio de finalidade.

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