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Sonia Racy

13 de agosto de 2016 | 00h35

O governo Temer pode querer acelerar o processo de concessões, pode querer – como informou ontem o jornal Valor – ampliar os poderes de Moreira Franco para fazer as PPIs andarem mais rapidamente, pode sonhar com investimentos maciços na infraestrutura, mas se não resolver os problemas do passado nada vai colher no futuro.

Esta coluna apurou que os bancos comerciais estariam rolando algo como R$ 9 bilhões de dívidas de curto prazo – pulverizadas entre várias instituições – originárias de projetos que tiveram promessa de financiamento do BNDES. Esses contratos acabaram não sendo assinados por causa da Lava Jato. As empresas recorreram ao sistema financeiro e o débito está nas mãos dos bancos privados e do BB.

Se as instituições financeiras chegarem à conclusão de que esses recursos não serão destravados pelo BNDES, e forem obrigadas a contabilizar essas possíveis “perdas” em seus balanços, provavelmente não sobrarão muitos centavos para novos investimentos. Mesmo porque, fora do BNDES, não existem recursos de 20 anos de prazo para infraestrutura.

Reunião entre os bancos e o BNDES, marcada para esta semana para tratar do assunto, foi transferida.

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