Corazón partido por Chile

Corazón partido por Chile

Sonia Racy

12 de março de 2010 | 08h26

Monica Serra ficou novamente preocupada, ontem, com os novos terremotos. Chilena de Santiago, naturalizada brasileira em 99, ela estava em Frankfurt quando soube do terremoto por lá há 13 dias. E uma de suas preocupações imediatas foi ajudar os chilenos presos em Cumbica.

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A senhora ficou nervosa hoje? Tentei falar com meus parentes e consegui. Graças a Deus ninguém mora na parte mais afetada, no sul do país. Desde o primeiro tremor mantenho contato com eles por e-mail quase diários.

Está ajudando? Quando o terremoto aconteceu, há duas semanas, eu estava em Frankfurt representando o Instituto Se Toque, que combate o câncer de mama. O cônsul chileno, Aldo Famalaro, ligou e pediu ajuda. Ele tinha que atender, da noite para o dia, centenas de chilenos em Cumbica que não puderam retornar para casa, já que o aeroporto de Santiago estava fechado. Poucos tinham ainda recursos para procurar hotel.

O que a senhora fez? Entrei em contato com a Sodexo, nossa parceira em programa nas escolas. Ela ofereceu refeições. Da Sabesp, enviaram água em copinhos para todos. Conseguimos cobertores. E a Infraero, com minha equipe de segurança, meu chefe de gabinete e o cônsul, organizaram tudo.

As pessoas têm medo? Nós, chilenos, nos acostumamos a tremores desde pequeno. E pouco falam de medo, para não assustar as crianças. A filha de uma prima minha me contou que, no momento do terremoto, sentou-se, tranquila, no vão da porta principal da casa. E juntou seus dois filhos pequenos. O de 5 anos ria enquanto tentava ficar em pé e caía com a ondulação do chão. Até que falou: ‘Para mãe, para!!!”.

Por Paula Bonelli