Consumo de casa

Consumo de casa

Sonia Racy

13 de julho de 2014 | 01h20

Foto: Iara Morselli/Estadão

Depois de dois anos e meio de operação no Brasil, o Westwing – loja virtual especializada em decoração – conquistou público fiel: algo como 2,5 milhões de pessoas deixam de sair de casa para comprar objetos de desejo. Entretanto, Alexandra Tobler, diretora de estilo do site que nasceu na Alemanha, quer muito mais. “Meu objetivo é descobrir o que as pessoas desejam de verdade. Trazer a personificação e a ligação emocional do varejo offline para o online.” Ela vai além: “Quero a mesma compulsão e o impulso de compras na indústria da moda no mercado de decoração.” Para isso, costuma dizer que está sempre “garimpando histórias” para a casa de cada uma das pessoas. Com a ajuda de uma equipe de curadores, Alexandra percorre o País em busca de tendências – “pode ser tanto uma poltrona feita à mão quanto uma colher para a cozinha”. É com essa variedade de produtos que consegue colocar no ar uma campanha nova a cada dia – e enviar, para cada cliente cadastrado, uma newsletter com as novidades. “Depois de um tempo, conseguir manter a variedade torna-se muito mais desafiador. Por isso, o olhar da curadoria é fundamental”, diz. E todos os produtos têm a sua cara? “O bom designer é aquele que olha para todos e nunca coloca seu gosto pessoal nas escolhas que faz.”

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