Consultas sobre separação e união na pandemia disparam na advocacia

Consultas sobre separação e união na pandemia disparam na advocacia

Sonia Racy

12 de junho de 2021 | 00h50

Luiz Kignel. Foto: Divulgação

Para namorados que optaram por passar juntos, sob o mesmo teto, o isolamento ditado pela covid-19 ou ainda continuam morando juntos sem casar, vai aqui sugestão de Luiz Kignel: montem “contratos de namoro”. “Tivemos que mediar casos muito sérios de casais abastados, que foram morar juntos na pandemia, se separam, e aí…um dos dois tomou a decisão de entrar na Justiça pedindo partilhar de bens constituídos durante a relação”, explica o jurista especialista em direito de família.

Sem regulação de união estável, prevalece o artigo 1725 do Código Civil. Isto é, o regime de comunhão parcial de bens.

Desenlace 2

No escritório de Kignel, as consultas sobre separação aumentaram… 30% nessa pandemia. Já na banca da advogada Gladys Maluf Chamma, o impacto do isolamento foi ainda maior: 50%.

Segundo a advogada, também especialista, a ruptura da vida conjugal foi acelerada pela obrigação da convivência dentro do mesmo ambiente, a falta de privacidade e a mudança brusca da rotina.

“Antes, uma decisão deste tipo, demorava meses para ser tomada; às vezes, até anos”, relata Gladys.

Desenlace 3

Para Cassiano de Paula Campos, a área de direito de família nunca esteve tão agitada. “Há também significativo aumento nos pedidos de redução de pensão alimentícia, e aumento do numero de visitas”.

2022 arrumado

Uma das quatro profissionais brasileiras donas de certificado do método Konmari, ministrado pela guru da organização Marie Kondo, vai publicar um livro sobre o assunto.

Nalini Grinkraut está descrevendo, com muito bom humor, os diferentes tipos de bagunceiros e desenhando “um mapa” guia para qualquer pessoa mudar sua relação com a própria casa. Chega às livrarias no começo de 2022 pela HarperCollins.

Nos y’s

Deu pandemia na coluna ontem. Publicamos que Ricardo Lewandowski iria para vice-presidência do TSE em “2021” com Edson Fachin no comando.

Pois bem, a partir de fevereiro de 2022, Lewandowski passa a ser ministro titular do TSE e será Alexandre de Moraes a liderar o pleito no ano que vem.

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