Constituição garante UTIs privadas para o Sus

Sonia Racy

30 de maio de 2020 | 00h45

Indagado a respeito da aprovação, no Senado, de projeto de lei que autoriza o uso de leitos não ocupados de UTI para pacientes do SUS, suspeitos de covid-19, Sydney Klajner, do Einstein, lembrou à coluna que a Constituição já garante esse tipo de medida. “Estamos, inclusive, negociando com o Estado”, frisou o médico.

O mesmo faz Paulo Chapchap, do Sírio Libanês.

Ao que se apurou, essa redundância abre precedência para a negociação por chamamento público. Haverá requisição administrativa do governo somente se a resposta dos hospitais for insuficiente e a utilização dos leitos pelo SUS se dará em unidades com menos de 85% de suas UTIs ocupadas.

Em SP, a Prefeitura fez licitação e pagará R$2,1 mil ao dia, por leito. O custo do leito, no Einstein, começa em… R$ 4 mil. “Há despesas altas, equipamentos necessários, remédios específicos, etc, e que não estão incluídas na simples cessão do leito”, adverte o presidente do Einstein.

Barra limpa

Pandemia do coronavírus na rua e isolamento em casa fizeram explodir as vendas de produtos de limpeza.

Dado da empresa UAU Ingleza mostra crescimento de nada menos que 46% em março e abril – na comparação com o mesmo período ano do ano passado. Os mais consumidos? Lavagem de roupas e cloro.

The man

Alexander Stubb, ex-primeiro ministro da Finlândia, palestrante de live do JP Morgan esta semana, bateu palmas para os procedimentos de isolamento social no seu país, na Alemanha, na Coreia do Sul e em Israel.

Mas não resistiu e cutucou três lideres que classificaram a pandemia da covid-19 de “resfriadinho”: os do Brasil, Rússia e Estados Unidos. “Esses são verdadeiros macho mens”, ironizou.

Pós-covid-19

Instituição financeira dá continuidade a duas operações de venda de ativos negociadas com empresas estrangeiras: uma do setor de TI e outra do agribusiness.

Segundo fonte credenciada, há dúvidas sobre os valores combinados antes da pandemia. Afinal, o dólar deu um salto e tanto.

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