Confusão à vista?

Sonia Racy

18 de dezembro de 2012 | 01h07

A Gradiente ressurge com força total: vai lançar seu… iPhone. Isso lhe renderá um processo legal da Apple? Não. A empresa brasileira é dona da marca no País, devidamente registrada no Inpi.

Pelo que se apurou, a Gradiente é que deve acionar a Apple assim que seu smartphone começar a ser distribuído pelo mercado, segundo atesta fonte próxima à operação.

Confusão 2

Mas como isso aconteceu? Eugênio Staub pediu o registro no ano 2000, quando não havia sequer o modelo de Steve Jobs. Como tudo no Brasil, a aprovação saiu somente em 2008.

A Apple, por sua vez, chegou tarde, entrou com sua requisição no instituto em 2006, seis anos depois de Staub. E assistiu o nome de seu principal produto ficar em mãos de terceiro. Restou à Apple a autorização do Inpi para fabricar roupas e publicações.

Confusão 3

Indagado ontem, Staub confirmou a intenção da Gradiente de lançar, em breve, sua linha de smartphones com a marca iPhone. Mas se recusou a dar detalhes. “Vamos surpreender”, garantiu.

Por que essa ideia só em 2012, e não em 2008? “Você se esquece que passamos por processo de reestruturação e recuperação extrajudicial? Agora, temos condições.”

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