Compra da Alpargatas tem novos interessados

Sonia Racy

23 de junho de 2017 | 01h00

Depois de especulações sobre o interesse da Cambuhy em comprar a Alpargatas – a empresa ficou em segundo lugar na concorrência vencida pela J&F há menos de um ano – surgem novas informações sobre interessados.

Também examinam a possibilidade os acionistas do Boticário bem como os da Weg. Consultados, o Boticário negou interesse – e a Weg se limitou a dizer que não comenta este tipo de informação. Vale lembrar que a empresa foi adquirida por R$ 2,7 bilhões financiados pela CEF.

Andando

Consta que a CVM já está entrevistando os executivos da JBS sobre supostas irregularidades na venda de ações e operações de câmbio. Mas ainda não convidou Wesley ou Joesley para explicações.

Indagada, a comissão disse que não comenta casos específicos, para não afetar trabalhos de análise.

 

Suspense

A “cereja do bolo” do caso Fachin, debatido ontem no STF, só virá à luz na sessão da quarta que vem. Quando vai se definir o que poderá ou não ser ajustado no acordo de delação da J&F.

Esse foi o comentário de fonte próxima aos ministros da corte, para a qual “já era bola cantada que Fachin continuaria no caso e que poderia homologar sozinho as delações. Outros aspectos do caso, disse ele, “podem ser modificados até o final”.

E punições em novos processos, são sempre possíveis. Para isso existem instâncias como AGU e CVM.

Ameaça direta

O destaque do grupo que vai protestar contra Temer hoje, diante da casa da primeira-ministra da Noruega, é… Sandra Guajajara. Coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, a índia diz que “Temer é uma ameaça direta aos índígenas do País”.

Rissorgimento

Até dezembro, três praças paulistanas – a Ramos de Azevedo, a Cidade de Milão e a Praça do Imigrante Italiano – estarão novinhas em folha. Fruto do projeto Italia per San Paolo, apoiado pela embaixada e consulado italiano mais a iniciativa privada da colônia – e organizada pela Prefeitura.

Entram pessoas físicas como Graziella Leonetti e Andrea Matarazzo e empresas como Papaiz, Magnetti Marelli e colégio Dante Alighieri. Serão contribuições de R$ 25 mil, R$ 50 mil ou R$ 100 mil, somando R$ 5 milhões. A Pirelli vai reformar sozinha a Praça Cidade de Milão.