Complicado complicou

Sonia Racy

04 Dezembro 2014 | 01h10

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu terça à tarde, em Brasília, seis advogados cujos clientes estão implicados na operação Lava Jato. Consultada, fonte credenciada diz que a conversa não avançou para acordo mediante confissão de crime de cartel, penas brandas e delação de poucos políticos. Outra, entretanto, garante que a negociação está na mesa.

Janot teria dito, na reunião, que seu papel não é o de ser o “engavetador da República”.

Complicou 2

Indagada, a assessoria de Janot informa: o procurador não trata dos casos dos dirigentes dessas empresas, visto que eles não têm prerrogativa de função – ou seja, não são processados no STF.

E mais: que a base de um acordo de delação premiada é o reconhecimento da culpa – só depois se fala em colaboração.