Como virar o Brasil

Como virar o Brasil

Sonia Racy

30 de abril de 2015 | 01h10

Foto: Denise Andrade/Estadão

O principal problema do Brasil, hoje, “é retomar a credibilidade” – e, para tanto, “temos que ajudar a construir uma saída”. Tem que haver “muita conversa para se criar um novo consenso”. O caminho? “Estamos no isolamento, ninguém dirige um sindicato sozinho, uma empresa sozinho. Acho que não é tão difícil assim.”

Esse foi o principal recado dado anteontem, em jantar na casa de Bia e João Doria, por FHC, a uma seleta plateia que ali estava para homenagear o Homem do Ano– eleito pela a Câmara Brasil-EUA. “Quantas vezes perdi a popularidade, subi, caí… mas nunca perdi a credibilidade”, relembrou o ex-presidente, em tom equilibrado, o que tem sido a marca de suas frequentes participações no debate do momento brasileiro. Sentado em uma bancada colocada no jardim, ao lado de Alckmin, na hora do discurso, destacou ser essencial buscar novo caminho: “Estamos chegando a um momento em que lideranças vão ter que surgir”. Comparou a situação econômica de hoje com a de quando assumiu o Ministério da Fazenda, no governo Itamar. “Era o caos, não se sabia o que se devia ou para quem se devia”. Mesmo assim, enfatizou, ele nunca deixou de acreditar. “Agora é a mesma coisa. Nós podemos virar o Brasil”. Nesse momento, foi aplaudido de pé por mais de 100 integrantes da iniciativa privada.

O ex-presidente falou também do governo Dilma e da presença, nele, de Joaquim Levy. “Sabemos que a própria presidente, na hora H, chamou alguém… Na prática, confessou que (eles) estavam errados. Não fizeram mea culpa mas…” E advertiu: “O corte fiscal é importante, mas (exige) cuidado. Tem que ter linha política, novo horizonte de investimento, de emprego, futuro, crença. Senão a economia morre”. E emendou: “Continuo confiante no Brasil, nessa gente que vai para rua”.

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