Comissões de blocos de rua estão insatisfeitas com organização e cachê do carnaval online da Prefeitura de SP

Sonia Racy

11 de fevereiro de 2021 | 00h50

BRUNO COVAS. FOTO WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Os blocos de rua dizem que estão à míngua nesta pandemia e que o carnaval online promovido pela Secretaria de Cultura paulistana não está sendo um alento.  

Das 300 vagas para montagens de vivências, lives e apresentações promovidas pelo festival Tô Me Guardando, pouco mais da metade (153) foram preenchidas. 

Bumbo 2 

Thais Haliski, integrante da Comissão Feminina do Carnaval de Rua de SP – reúne 60 blocos – tem explicação para isso: o auxílio de até R$3 mil.  

“Isso é pouco para organizar uma live e viabilizar apresentação de qualidade. Como juntar pelo menos oito músicos e equipe técnica com esta verba?”, questiona. 

Bumbo 3 

Na mesma toada, Zé Cury do Fórum de Blocos de Rua de SP – representa 160 grupos – reclama do edital burocrático e prazo de uma semana para inscrição.  “A iniciativa teria sido mais válida se a Prefeitura tivesse consultado quem conhece a realidade de fazer carnaval antes de fazer o edital.” 

 Bumbo 4 

 E vem a comparação: Eduardo Paes separou R$ 3 milhões para o carnaval virtual carioca, e Bruno Covas…R$ 500 mil. 

Consultada, a Secretaria Municipal da Cultura afirmou que “os valores pagos estão de acordo com outros eventos semelhantes realizados pela pasta”.  

Saber  

O Movimento Escolas Abertas tinha reunião agendada hoje com a Secretaria de Saúde Municipal para reiterar pedido de abertura das salas de aula com 70% da capacidade, seguindo o Plano SP, do Estado. A Prefeitura, segundo Fabio Jung – membro do movimento – cumpriu as determinações do governo Doria nesta pandemia. Menos essa. Mas Edson Aparecido pediu para remarcar o encontro.  

Jung ressalta que além de estudos internacionais, a Unicef e a OMS atestam que “escolas não são fator importante de transmissão da covid-19”.  

Andando 

 Como adiantado ontem pelo blog da coluna, Maria Lúcia Amary, presidente do Conselho de Ética da Alesp, vai nomear Emídio de Souza (PT) como relator no processo que pode resultar na cassação do deputado Fernando Cury, no caso de assédio contra Isa Penna.

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