CIDH vai investigar como crianças são tratadas na fronteira EUA-México

Sonia Racy

26 Junho 2018 | 01h00

MIKE PENCE

MIKE PENCE. FOTO: MATT ROURKE/AP

Enquanto Mike Pence conversa hoje com Temer, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos entra no jogo das crianças separadas dos pais nos EUA. “Estamos mandando um grupo, já esta semana, à área de fronteira EUA–México, para ver in loco os problemas e constatar a situação com precisão e detalhamento”, avisa Flávia Piovesan, que representa o Brasil na CIDH.

A comissão publicou, semana passada, duro relatório em que considera “alarmante e cruel” o tratamento dado às famílias que tentam entrar no território americano.

Tempo ganho

Sobre o acordo que Temer e Pence assinarão a respeito de aposentadorias, a Previdência Social esclarece: o benefício, que valerá para 1,2 milhão de brasileiros, se limita a somar os tempos para ter acesso à aposentadoria. Ou seja, não vale para calcular o valor das contribuições.

O que isso significa? Como o prazo mínimo de contribuição para se aposentar, pela lei brasileira, é de 15 anos, um trabalhador brazuca pode trabalhar 10 anos no País, mais 5 nos EUA e já volta de lá com direito ao benefício. Desde que tenha, é claro, o mínimo de 65 anos (60 as mulheres). E receberá proporcionalmente só pelos 10 anos.

Impacto desse novo gasto? A Previdência ainda não fez essa conta. Por calcular que será relativamente pequeno.

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