Com ‘pé fora do MDB’, Skaf encontra presidente do partido

Sonia Racy

23 de janeiro de 2020 | 23h57

PAULO SKAF

PAULO SKAF. FOTO: ALEX SILVA/ESTADÃO

Longe dos holofotes, Baleia Rossi, presidente do MDB, teve uma conversa reservada ontem, em São Paulo, com Paulo Skaf, que preside a Fiesp. Ao que apurou a coluna, o empresário estaria com um pé fora do MDB.

Skaf, que reafirmou – agora publicamente – o apoio da federação ao governo Bolsonaro, pode presidir o Aliança em SP. Enquanto isso, o MDB está cada vez mais perto de Doria no Estado e de Rodrigo Maia nas pautas nacionais.

Menos poder?

No dia em que sofre ameaça velada de Bolsonaro, que admite tirar a segurança pública do seu ministério, Sérgio Moro fez sua estreia, ontem, no Instagram. Em duas horas, alcançou 50 mil seguidores. Começou seguindo apenas o presidente e o Ministério da Justiça. Não deu ‘ follow’ ainda na esposa, Rosângela, que está de férias na Itália.

O perfil extraoficial do ministro tem mais de um milhão de seguidores. Consta que é “conta de fã”, mas com “todas as postagens de autoria” do ex-juiz.

Tempo curto

Atento aos debates em Davos, onde Greta Thumberg é tão ouvida quanto Trump, Fábio Feldman avisa: “Os riscos climáticos entraram pra valer na agenda do mundo financeiro e não vão mais sair”. O assunto, adverte, não é novo nos encontros da Suíça. E há algum tempo ele preparou para o Cebri, do Rio, agenda prática a respeito.

Altas corporações e mesmo o Banco Central Europeu, a SEC em Nova York e a CVM por aqui “já levam em consideração o futuro impacto do aquecimento global no valor do petróleo ou das commodities”. E a palavra de ordem nos negócios mundiais é: “Quem quer atrair investimentos vai ter que provar que está cuidando do clima”.

Tempo curto 2

Enquanto o aquecimento ganha espaço em Davos, a pesquisa Global Advisor Predictions, da Ipsos, informa: sete em cada dez brasileiros acreditam que a temperatura média do planeta vai subir em 2020. O numero é alto, 71%, mas abaixo da média global, que está em 77%.

Os brasileiros estão entre os que menos se preocupam com o problema, sendo superados nesse item por Arábia Saudita, EUA, Russia e Austrália – esta atingida por incêndios. A Ipsos ouviu mais de 22 mil pessoas em 33 países, entre novembro e dezembro.

Preparado

Moisés Patrício, do elenco da Galeria Estação, prepara participação na exposição Against. Again: Art Under Attack in Brazil. Ao lado de Cildo Meireles, Rosana Paulino, Dalton de Paula e Jonathas de Andrade, entre outros, na Shiva Gallery, em NY, em fevereiro.

Correndo atrás

O pitoresco Bloco Emo – que há dois anos leva hits do rock choroso/sentimental ao carnaval de SP – corre o risco de não sair neste ano. Com expectativa de reunir mais de 50 mil pessoas, o grupo não conseguiu patrocínio.

“O carnaval paulistano é hoje algo muito mais institucionalizado e próximo das agências de publicidade do que dos agentes culturais. Os patrocínios são organizados por um mesmo pequeno grupo de pessoas”, diz Alexandre Cavalcanti, presidente do Emo. O bloco precisa de R$ 50 mil e segue em busca de patrocinadores.

Otimista

A Sextante lança em fevereiro o novo livro do psiquiatra Daniel Martins de Barros, O Lado Bom do Lado Ruim. Na obra, ele alerta sobre a importância das emoções negativas na nossa vida – e vai na contramão do senso comum sobre elas.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.