Com pandemia, Stuhlberger, do Fundo Verde, desconfia de novo Plano Collor mundial

Sonia Racy

23 de abril de 2020 | 00h35

Ainda repercute no mercado financeiro brasileiro a live protagonizada por Luis Stuhlberger e Luiz Parreiras, ambos da Verde Asset, organizada pela XP sábado.
Com olhar mais otimista comparado ao de outros gestores de fundos, Stuhlberger justifica: “Nessa crise não existem culpados. O vírus é um acidente da natureza. Existe, então, disposição infinitamente maior dos governos em ajudar”.

Por outro lado, o criador do fundo Verde arriscou previsão que muitos gestores temem cogitar. “A pior coisa que você pode ter é dinheiro. Provavelmente tanto ouro quanto bitcoin ou terra vão ser melhores do que dinheiro”, disse Stuhlberger.

O gestor comparou a situação futura a um… “grande Plano Collor” mundial.

Há seis meses, esta coluna publicou – baseada em relatório de um grande banco – a avaliação de que 30% de todas aplicações financeiras no mundo estavam rendendo juros negativos. Hoje, com a crise do coronavírus, pode-se esperar o dobro.

Stuhlberger aposta na valorização de ações de empresas.

Mostrou, por meio de gráficos, como elas se recuperaram mundialmente da crise de 2008. E mais: “Nos EUA, pequenas empresas receberão empréstimos que não precisarão ser devolvidos e desempregados ganharão benefícios maiores comparados ao atual salário mediano”.

Desde sua criação em 1997, o fundo Verde rendeu 15,3 mil porcento. O CDI? Pouco mais de 2 mil%. Neste ano, entretanto, ele rendeu 14,2% negativos e o CDI está hoje 1 %… positivo.

Fôlego cultural

Por conta da covid-19, o Ecad adianta, amanhã, parte dos R$ 14 milhões que repassa às associações de música, beneficiando quase 22 mil credores. São titulares de obras musicais que tiveram rendimento médio anual entre R$ 500 e R$ 36 mil nos últimos três anos.

Para crianças

A Sextante aposta na literatura infantil na pandemia. Lança, em maio, quatro livros junto com o Manual do Mundo – maior canal de Ciência e Tecnologia em língua portuguesa com mais de 13 milhões de inscritos no YouTube.

Estranha, a vida

A Prefeitura esclarece que não há relação entre os recursos dos hospitais de campanha Pacaembu/Anhembi e o BNDES. Afirma que eles são públicos. Já o BNDES informa que financia a Prefeitura indiretamente: o banco está responsável por capacitar a Progen de maneira que ela possa cumprir contratos com a… Prefeitura.

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