Com pandemia, 35% dos shoppings do País aderiram ao delivery no Dia das Mães

Sonia Racy

10 de maio de 2020 | 00h38

É quase um tabu falar em expectativas de vendas neste Dia das Mães. Mas a Confederação Nacional do Comércio se arrisca a prever queda histórica de quase 60%.

Setor de shoppings, por sua vez, não fala de valores – ainda. Com a pandemia, 35% deles, no País, fizeram campanhas do Dia das Mães buscando vender por… delivery. “Outros 31% estimularam o drive-thru”, disse à coluna Glauco Humai, da Associação Brasileira de Shopping Centers.

Qual setor do varejo foi mais aderente a essa ideia? Segundo Humai, vestuário (84%), calçados (73%), perfumaria e cosméticos (71%), joias (60%) e doces (51%).

Nos cálculos da Abrasce, 81 shoppings do Brasil reabriram em 49 cidades até o momento. Nenhum em SP. “Operam seguindo protocolos das autoridades locais”.

No Iguatemi, com 11 shoppings, a base de clientes do e-commerce quintuplicou com a covid-19. E o drive thru, por sua vez, abriu por conta do Dia das Mães e já conta com adesão de 280 lojas.

O Cidade Jardim não aderiu ao drive thru. Apostou no que foi pioneiro, o e-commerce, focou nas redes sociais, e investiu no private shopper. Já o Cidade SP, na Paulista, duplicou os parceiros no drive thru, onde foi pioneiro.

Já o Grupo BrMalls , do VillaLobos e outros cinco centros, adotou delivery e drive thru.

 

Prioridade

A Qualicorp se uniu ao projeto “Unidos contra o Coronavírus” com a doação de três mil testes rápidos para profissionais de saúde de hospitais públicos do Rio.
As mães estão sendo priorizadas pelo projeto.

Música aberta

Juliana D’Agostini se apresenta durante o mês de maio nas fábricas de cultura, e m bairros periféricos da Zona Leste da cidade de São Paulo – dentro do projeto estadual Concerto para as Mães.

As apresentações vão acontecer sem público presente. A solução encontrada para que todos ouçam a renomada pianista foi a de voltar as caixas de som para os conjuntos habitacionais vizinhos.

Muitas mãos

A chef Telma Shiraishi, do Aizomê e do Consulado do Japão no Brasil, teve uma boa ideia sobre o que fazer com o excedente de matéria-prima por conta do fechamento dos restaurantes. Começaram a distribuir refeições a moradores de rua, entregadores e motoboys.

A iniciativa se transformou em movimento de entrega de marmitas batizado de Água no Feijão. Com apoio de ONGs – www.aguanofeijao.org.br.

Sem licença

Apesar do Paraguai ter na indústria do tabaco uma das principais motrizes da sua economia, quem consome mesmo a maior parte do seu cigarro é o brasileiro.

O país vizinho produz, em média, 71 bilhões de cigarros ao ano, exporta legalmente 1,5 bilhão. Como os paraguaios só consomem 2,3 bilhões, o restante sai de fininho…ilegalmente.

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