Com ministro cliente, bandejão do Planalto segue aberto na pandemia

Com ministro cliente, bandejão do Planalto segue aberto na pandemia

Sonia Racy

24 de abril de 2020 | 00h59

GENERAL WALTER BRAGA NETTO – FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADÃO

O restaurante do Palácio do Planalto, o ‘bandejão’, frequentado por ministros, políticos e servidores, segue aberto em Brasília, mas o funcionamento do buffet no quilo mudou por conta do coronavírus. Agora, é estilo take away, pegue e leve. Não há mais o self-service e o cliente é atendido por funcionários de máscaras. A comida sai em uma marmita de isopor. E o acesso é controlado para garantir distanciamento. Esta semana, Walter Braga Netto chegou lá acompanhado de cinco pessoas da sua equipe.

Sem máscara, o ministro-chefe da Casa Civil foi para a fila do bandejão logo após lançar o Plano Pró-Brasil, de ampliação de investimentos públicos para impulsionar a economia pós-pandemia. Segundo contou um observador à coluna, ele ficou animado com o cardápio do dia: lasanha, costelinha ao barbecue e o arroz e feijão de sempre.

Braga Netto – hoje principal articulador político do governo –, não foi abordado. Pegou seu isopor, talheres de plástico e saiu. O local em nada lembra a aglomeração habitual antes da covid-19. Bolsonaro esteve lá há um ano, com Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e Bento Albuquerque, das Minas e Energia. Comeu churrasco e salada. E posou para selfies.

Eram assíduos no bandejão os ex-ministros Santos Cruz e Floriano Peixoto Neto. Sergio Moro almoçou lá há três meses. Mas o primeiro escalão de Bolsonaro não tem frequentado o local – nem o presidente, que quando esteve lá prometeu ir uma vez por mês. Lula, Dilma e Temer nunca foram. No governo Temer, Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do GSI, de tão assíduo, tinha até mesa reservada e nome numa plaquinha. \CECÍLIA RAMOS

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