Com Harry, pela filantropia

Com Harry, pela filantropia

Sonia Racy

10 de março de 2012 | 01h00

Nem só de príncipes como Harry se faz um belo jogo de polo. Nacho Figueras, jogador argentino, enfrenta sua alteza em partida beneficente Royal Salute, amanhã, no Haras Larissa. Escolhido como rosto da Ralph Lauren mundial, 35 anos, pai de três filhos e casado com Delfina Blaquier, de tradicional família argentina, o moço desbancou Brad Pitt no ranking dos homens mais bonitos da Vanity Fair, em 2009.

Confortavelmente ambientado na Hípica Paulista, o profissional de polo recebeu a coluna para uma conversa. E na sua 115ª posição na escala mundial do esporte, arriscou palpite fora de área: “Messi é melhor que Pelé” (risos).

Você já venceu o príncipe?

O mais importante neste encontro é incentivar a filantropia. Há três ou quatro anos que participo desse tipo de ação com ele. Isso é muito incentivador. Harry usa o polo como plataforma para realizar ações sociais.

A Argentina já teve a melhor equipe de polo do mundo. Está perdendo espaço?

Nosso polo é o melhor, tradicional. Há muitos jogadores, cavalos, campos e uma infraestrutura que é difícil de superar. Os únicos países que podem competir são Brasil, EUA e Reino Unido.

Você tem tentado popularizar o polo, para que não seja conhecido só como esporte elitista. Por quê?

Este jogo de domingo não é o melhor exemplo: será luxuoso, tem príncipe etc. Mas é um esporte que abre portas. Pode atrair muita gente. Eu, por exemplo, vim da classe média. E me profissionalizei.

Mas é muito caro!

Não queira que o polo seja o futebol. Não pelo elitismo e, sim, pela estrutura: além do campo grande, são 40 cavalos a cada jogo. O que tentamos fazer é convidar o público para conhecer o esporte. Mostrar que é um bom programa para se fazer com a família, ao ar livre…/MARILIA NEUSTEIN

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