COACH DE LÍDERES

COACH DE LÍDERES

Sonia Racy

23 de abril de 2013 | 01h07

O francês Thierry Schneider, ex-goleiro e coach, faz palestra e lança o livro Atleta da Vida– hoje, no Hotel Renaissance. Ele falou à coluna sobre o que une jogadores de futebol e gestores de empresas.

Foto: Arquivo pessoal

O que você traz do campo que pode ser aplicado em uma grande companhia? 

Meu principal objetivo é ensinar os executivos a terem um nível de domínio alto sobre a gestão de suas atitudes cotidianas, sobre suas energias emocional e física. Infelizmente, a maioria dos indivíduos investe boa parte de sua energia tentando controlar o incontrolável. Um gestor tem apenas uma pessoa a dirigir: ele mesmo.

Quais os grandes pecados dos executivos e como combatê-los?

O maior pecado dos gestores se resume à necessidade de poder. O sucesso baseado no ego representa, de fato, uma constatação do medo. Meu objetivo é desenvolver o poder interior, responsabilidade social em servir. Como um mestre de artes marciais, ele combate por uma causa – não contra ela. A meta é domar suas emoções e seu corpo.

Que características você identifica nos goleiros (ele é autor de um livro sobre o assunto) e também nos executivos que está acostumado a treinar?

A solidão. Um gestor está sozinho face a si próprio e deve aceitar essa condição para avançar e ter sucesso. Não pode trapacear. Como dizia Maurice Béjart, mesmo o mais talentoso dançarino não pode mentir, pois isso transparece. Podemos mentir com palavras, mas é impossível mentir com o corpo. Só 7% de uma mensagem são transmitidos pelas palavras; 37% vibram na voz; e 55%, nos gestos e olhares. Uma mensagem é, basicamente, física, sensualidade em estado puro. A verdadeira vida. /SOFIA PATSCH

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