Clive Owen, bartender por um dia

Clive Owen, bartender por um dia

Sonia Racy

11 de fevereiro de 2017 | 00h30

Clive Owen e Paolo Sorrentino. FOTO: Divulgação

Clive Owen e Paolo Sorrentino. FOTO: Divulgação

 

Clive Owen, estrela do filme Closer, avisa que não pode revelar detalhes do seu próximo projeto. Mas já se sabe que o ator britânico estreia no fim do ano um musical na Broadway baseado na ópera Madame Butterfly, de Puccini. Vai interpretar o diplomata francês René Gallimard, que se apaixona por uma cantora de ópera – na verdade, uma espiã do governo chinês, cuja missão é convencê-lo a se tornar agente duplo.

Enquanto se preparava para o musical, Owen encontrou brecha para enfrentar um desafio diferente: foi aprender a fazer drinques no bar de um amigo para viver um bartender no curta-metragem Killer in Red, dirigido pelo italiano Paolo Sorrentino, a pedido da Campari.

No lançamento do filme, em Roma – onde ambos conversaram com a coluna – Owen deu respostas curtas e assertivas. Questionado sobre diferenças entre atuar em Hollywood ou em comercial, avaliou que os trabalhos se equiparam. “Esta gravação como bartender tem roteiro original, projeto fácil de se dizer sim. A atuação flui. Mais difícil é para o Sorrentino, que tem contar uma história em curto prazo”, disse o ator.

Sorrentino confirmou posteriormente o que havia percebido Owen: realmente teve dificuldades. “Tenho a tendência de me alongar, mas eles queriam um filme curto; então tive de me segurar. É difícil para mim ser conciso, é complicado”, contou o diretor.

Conhecido pelo estilo noir marcante em seus vencedores de Oscar – A Grande Beleza e Juventude– o italiano se disse “orgulhoso” em estar no projeto da Campari. “É um trabalho pioneiro, que já teve participação de Fellini e outros diretores de peso. Fico orgulhoso de estar entre os escolhidos.”

Foi a primeira vez que o italiano e o britânico trabalharam juntos. E não faltaram elogios de um ao outro. “Paolo tem um talento especial, é um dos melhores diretores da atualidade,” disse o ator. Ao que o italiano rebateu: “Foi uma honra trabalhar com um ator que carrega a tradição do teatro inglês. /JULIANNA GRANJEIA viajou a convite de Campari