“Clima é festivo nos meus restaurantes”, diz Ipe Moraes

“Clima é festivo nos meus restaurantes”, diz Ipe Moraes

Sonia Racy

21 de julho de 2020 | 00h40

IPE MORAES – FOTO: IARA MORSELLI/ESTADÃO

Ipe Moraes não tem do que reclamar da recente reabertura dos seus restaurantes Adega Santiago, Taberna 474 e Casa Europa. Melhor ainda, retomou os planos de inaugurar outras duas casas em São Paulo ainda este ano – uma já no próximo mês, concentrada na cozinha ibérica, que começará funcionando com sistema de delivery, depois ganhará unidade física. Nome? Prefere guardar segredo.

Enquanto isso, o empresário vai medindo a ‘temperatura’ dos negócios pelo movimento. Sábado, para jantar na unidade do Cidade Jardim da Adega, por exemplo, havia fila de espera de pelo menos 20 pessoas. “O clima tem sido festivo, as pessoas recuperando a liberdade e pensando: já que estou aqui, vamos tirar o atraso”, diz Moraes que afirma não ter tido qualquer problema com clientes até agora. “No máximo, os funcionários precisam abordar quem se dirige ao banheiro sem máscara”.

O cardápio é acessado por QR Code, talheres são embalados e o álcool em gel sobre a mesa vem em recipiente de vidro. “As pessoas estão receptivas, se adaptando”.

E mais: o consumo médio cresceu. Quem tomava duas doses de gin (R$ 40 cada) hoje toma quatro. Com o delivery e o movimento das casas, Moraes calcula que atingirá – neste primeiro mês – 70% do faturamento que tinha antes da pandemia. A crise não o fez demitir funcionários (cerca de 300), entretanto, desligou quem estava em treinamento. “Foi fundamental o governo bancar 70% dos salários”.

\CECÍLIA RAMOS

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