Oposição se organiza para derrubar a previdência de Covas

Oposição se organiza para derrubar a previdência de Covas

Sonia Racy

27 de dezembro de 2018 | 01h30

CLAUDIO FONSECA/ FOTO ANDRÉ LESSA/ESTADÃO

Enquanto Bruno Covas comemorava ontem a aprovação, na Câmara, da reforma da previdência municipal, por 33 votos a 17, a oposição já montava esquema de reação, com direito a greve em… fevereiro. “Estamos montando um grupo de especialistas que vai rastrear, artigo por artigo, as falhas do texto aprovado”, disse à coluna o vereador Claudio Fonseca, que é do PPS.

Um dos pontos polêmicos, exemplifica, é o que inclui vereadores no plano aprovado – iniciativa que, segundo ele, não tem base legal. Outro, a intenção de regulamentar a Sampaprev por decreto, quando o caminho seria a aprovação de uma lei.

Uma das “armas” de resistência, nas contas da oposição, é que a greve dos servidores municipais terá ampla adesão dos professores, diretamente atingidos pelas mudanças. Nas contas de um expert nesses temas, ela pode “causar um estrago” na rede de ensino. Vai coincidir com a entrega de materiais e uniformes aos alunos.

Mas há também um problema, diz a mesma fonte. É que a reforma foi aprovada com ampla maioria, que daqui a 40 dias a realidade política do País deve ser bem diferente, e que cada dia fica mais difícil convencera sociedade de que é normal viver gastando mais do que se arrecada.