Ciclo fechado

Sonia Racy

24 de fevereiro de 2012 | 23h00

A morte de Eliana Tranchesi marca o fim de uma era. Durante anos, sua Daslu foi considerada a quintessência do luxo no Brasil. O que ela lançava, logo virava moda.

Foi Eliana quem abriu as portas do mercado brasileiro para as marcas estrangeiras. Que encontravam, em sua loja, consumidoras ávidas por comprar tudo que estivesse nas prateleiras. A Daslu chegou a ser a terceira maior vendedora de Chanel no mundo. Por metro quadrado.

Visionária, corajosa, ambiciosa, Eliana exerceu liderança incontestável entre clientes e uma gigantesca legião de colaboradores, na maior parte mulheres. E, apesar dos múltiplos reveses (financeiros, legais e de saúde), nunca perdeu o entusiasmo.

Nesses últimos dias de vida, era ela a consolar quem a visitava, deixando expresso o desejo de que suas “dasluzetes” usassem vestido preto e pérolas quando fossem lhe prestar a última homenagem.

Para ela, o estilo era tudo.

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