É cedo para avaliar ‘quanto custará ao Brasil’ o acordo EUA-China, diz embaixador

Sonia Racy

15 de janeiro de 2020 | 23h50

RUBENS BARBOSA. FOTO: AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO

RUBENS BARBOSA. FOTO: AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO

 

Ainda é cedo para uma avaliação precisa do impacto, para o Brasil, do acordo entre Donald Trump e o vice-premiê chinês, Liu He, finalizado ontem em Washington. Motivo? “É que ainda não se sabe, em maiores detalhes, qual o volume de compras que a China assumiu, de produtos agrícolas americanos”. Ao fazer essa avaliação para a coluna, ontem, o embaixador Rubens Barbosa ressaltou: “É desse volume que depende a situação das vendas brasileiras, em especial de milho e soja, para Pequim”.

Tensões sob controle
‘até as eleições dos EUA’

E o impacto político? Tendo sido embaixador em Londres e em Washington, com um pé na diplomacia e outro na economia mundial, Barbosa pondera que o acordo em si “é muito importante porque desanuvia as tensões entre a EUA e China pelo menos até as eleições americanas”. Depois, adverte o diplomata, “é outra história”.

Dellagnol e Huck apoiam
processo seletivo do RenovaBR

Deltan Dallagnol, que coordena a Lava Jato em Curitiba, ficou no topo da lista dos assuntos mais comentados no Twitter, ontem, após fazer comentário do processo seletivo que o RenovaBR abriu para turma extra. Para ele, a iniciativa é “referência na preparação de futuros candidatos”. E que, independentemente de questão política, “é uma questão de cidadania”. Teve mais de 3,6 mil curtidas.

O presidenciável Luciano Huck endossou na mesma rede a avaliação do procurador. Disse concordar “em gênero, número e grau”.

Quem doa e quem não
doa para a causa  

Ao contrário do que se propaga, Huck e Abílio Diniz não são doadores ou financiadores do RenovaBR. À coluna, a diretora executiva da instituição, Irina Bullara, comenta que “sempre se confundem” e que “a lista de doadores é pública”. No site, há um link para doar e para acessar o relatório das atividades do grupo… em 2018.

Em nome do filho, TRT muda
horário do pai no trabalho

Sentença da juíza Patricia Esteves da Silva, do TRT paulista, obrigou ontem a CPTM a alterar o horário de trabalho de um trabalhador para que possa cuidar do filho, que tem autismo.

No debate, a companhia de transportes alegou que cabe ao empregador decidir horários de trabalho. A juíza, porém, preferiu levar em conta que a mãe do menino trabalha durante a tarde, e manter o horário do pai “importaria na ausência dos dois genitores por longo período”.

Flávio Moura deve ser
indicado hoje ao Iphan

O arquiteto Flávio de Paula Moura deve ser nomeado hoje para a presidência do Iphan – como adiantado pela coluna no dia 13 de dezembro. A decisão foi tomada depois de reunião, ontem, no Ministério do Turismo.

A escolha de Moura, que tem o apoio do secretário de Cultura Roberto Alvim, foi precedida por uma disputa entre este e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Uma noite para os 40 anos
de Sinatra no Maracanã

Daniel Boaventura organiza show para marcar os 40 anos da apresentação de Frank Sinatra no Brasil. Além do cantor, o evento, no Hotel Fairmont Rio, também homenageia Roberto Medina, que foi o responsável por trazer Sinatra ao Rio. O setlist da noite, no dia 22, vai ser quase o mesmo do show de Sinatra nos anos 1980.

Copa do Rio pedirá reforços
em novos eventos junto à praia

Após tumulto em frente ao Copacabana Palace, no domingo, o hotel vai analisar, a cada evento externo marcado na praia, se é necessário um reforço na segurança. Depois do bloco da Favorita muitos foliões tentaram se abrigar no hotel, fugindo de bombas de gás lacrimogêneo e brigas.

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