Chico na Pauliceia

Sonia Racy

03 de março de 2012 | 01h01

Amigos de longa data, familiares, artistas, executivos, banqueiros e fãs em geral, de todas as idades, lotaram o HSBC Brasil na estreia de Chico Buarque em SP, anteontem. E não se surpreenderam com o ar lacônico do compositor, que cantou sem intervalos e se limitou a dizer “boa noite, São Paulo” e “obrigado, São Paulo”. Natural, já que o músico é conhecido pela timidez no palco.

O lugar de segunda estrela da noite ficou para Criolo, a quem Chico fez delicada homenagem ao citar versos que o rapper fez em releitura de sua clássica Cálice. Mais tarde, no camarim, Chico abraçou Criolo e confessou ter ficado “muito nervoso” quando soube que ele estava na plateia.

Outro xodó do compositor, Wilson das Neves também agradou. Ao deixar o chapéu panamá no chão do palco, depois do primeiro dueto, convidou: “Usa aí”. Hesitante, o muso da noite colocou o adereço (símbolo de sua Ópera do Malandro) e, aplaudidíssimo, entoou mais algumas canções. Enquanto Roberto e Maria Antonia Civita pareciam hipnotizados, em outra mesa, pertinho do palco, Fernando Meirelles – acompanhado da mulher, Cecília, e da sócia, Andrea Barata – curtia sucessos como Geni e o Zepelim e Bastidores.

Descontração de verdade só mesmo no bis. Uma parede de fãs se formou à beira do palco, em pé. E até os mais formais, como Philippe Reichstul, se renderam ao clima de romance buarquiano, dançando cheek to cheek com sua mulher, Tuta.

Ao final, Chico recebeu, no backstage, os sobrinhos que moram em São Paulo – filhos de seus irmãos Sergito, Ana de Hollanda e Cristina. Além dos amigos da FAU/USP e Hector Babenco, que veio assisti-lo na companhia do artista americano Julian Schnabel.
/MARILIA NEUSTEIN

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